Prefeitura realiza licitação para restauro da Villa do Museu Mariano Procópio em Juiz de Fora

25 de Março de 2019

 

Objetivo é contratação de empresa especializada para prestação de serviços de engenharia e arquitetura para sequência das obras na instituição.

 

Está em andamento a concorrência para sequência do restauro da Villa Ferreira Lage, na continuidade das obras no Museu Mariano Procópio em Juiz de Fora. Uma empresa especializada para prestação de serviços de engenharia e arquitetura participou e foi habilitada na quinta-feira (21).

Segundo a Comissão Permanente de Licitação (CPL), foi aberto um prazo de oito dias úteis para que a candidata apresente nova proposta de preço, atendendo à legislação.

A escolha será feita pelo regime de empreitada por preço unitário e será vencedora a empresa que, atendendo às exigências do edital, oferecer o menor preço dentro do valor determinado, que é de R$1.196.749,50. O contrato terá vigência de oito meses, sendo que metade é o prazo da execução dos serviços.

A licitação marca o início da retomada das obras no prédio histórico, interrompidas em 2017. Conforme a justificativa no edital, após avaliação dos resultados e a revisão do projeto de restauração original, foi apresentado diagnóstico com novas demandas e detalhamentos aprovados pelos órgãos patrimoniais.

De acordo com informações do Museu Mariano Procópio, as obras compreendem decorativismo e descida de águas pluviais da edificação.

“A atividade será realizada por meio de recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da MRS Logística. Em 2017 foi feita a primeira etapa das obras referente ao decorativismo, com recurso do Estado. Tão logo a licitação seja concluída, seguindo os trâmites legais, a instituição retornará com as obras no prédio histórico”, informou em posicionamento enviado ao G1.

 

História

O projeto integra o programa de restauração e revitalização do Museu Mariano Procópio – que possui as edificações históricas Villa Ferreira Lage e o Prédio Mariano Procópio, o Parque Histórico, com cerca de 78.240 m², além dos monumentos integrados e mais de 50 mil itens de acervo museológico, bibliográfico, fotográfico e documental,tombados pelos órgãos patrimoniais federal, estadual e municipal.

A Villa foi construída em 1861. Era a chácara da família de comendador Mariano Procópio Ferreira Lage e hospedou o imperador Dom Pedro II e a comitiva em visitas à região. A residência foi aberta à visitação na década de 1910, pelo filho, Alfredo Ferreira Lage.

A inauguração oficial foi em 23 de junho de 1921, data escolhida para homenagear o centenário de nascimento do pai, Mariano Procópio Ferreira Lage. Em 1922, foi inaugurado o Prédio Mariano Procópio, primeira edificação construída no Brasil para receber uma coleção museológica.

Em 1936, Alfredo doou a instituição ao Município. Em 2005 foi criada a Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro) que se tornou a responsável por planejar, gerir e executar atividades da instituição.

A Villa Ferreira Lage é uma construção palaciana em estilo renascentista, destinada ao veraneio da família Lage, situada no alto da colina no centro da Chácara, hoje Parque Mariano Procópio. A área total construída é de 885 m², constituída de dois pavimentos, subsolo e torreão.

A edificação está dividida nas áreas social, íntima e de serviços. O primeiro pavimento é destinado à área social cujo acesso se dá pela varanda frontal e, em seguida, ao vestíbulo também ligado às salas de jantar e de música. Em frente, o corredor central faz acesso com as salas de visita, de espera (com entrada privativa do exterior) e de estar, copa e escritório. Ao fundo do corredor central, tem-se uma escada que é a passagem ao segundo pavimento e subsolo.

 

O segundo pavimento é destinado à área íntima, com sete cômodos: quartos, salas íntimas e quarto de banho (com sacada lateral), dispostos ao longo de um corredor central que dá acesso a uma sacada frontal.

No cômodo fronteiro à esquerda, tem-se a passagem, através de uma escada de ferro em caracol, ao torreão. O subsolo é destinado à área de serviços, sendo constituído por cômodos dispostos ao longo do corredor central, dentre eles: cozinha e adega.

Destaca-se a estrutura em sistema de abóbadas. A Decoração de Interiores, planejada pelos seus proprietários, foi adequada ao gosto predominante do século XIX, seguindo influências europeias, destacando-se os estilos francês e inglês. Há registros de que parte do mobiliário foi importada da Europa. Completava a decoração com cortinas, tapetes, toalhas e colchas em tecidos importados.

De acordo com a justificativa no edital da concorrência para o restauro, após longo período de utilização da residência, tanto para moradia, como para visitação pública, a edificação sofreu intervenções e adaptações descaracterizando-a de sua concepção original.

 

Em 2006, foi elaborado um projeto especializado de restauração, aprovado pelos órgãos patrimoniais, contemplando: cobertura, forros, pisos, calhas e condutores, fachadas, esquadrias e decorativismo.

Começou a ser executado em 2008, mas em julho do mesmo ano, as obras foram foram paralisadas pela Controladoria Geral da União (CGU), que receberia recursos federais. A justificativa foi a suspeita de irregularidades levantada pela Operação “João de Barro”, da Polícia Federal.

 

As obras foram reiniciadas em 2014, com obras estruturais na Villa, que era considerada prioritária, seguindo em etapas até 2017, através de parcerias com os governos federal e estadual.

 

Fonte: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2019/03/25/prefeitura-realiza-licitacao-para-restauro-da-villa-do-museu-mariano-procopio-em-juiz-de-fora.ghtml

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