Secretário de Cidades apresenta relatório sobre obras do VLT de Cuiabá

A obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá é um dos símbolo dos erros de planejamento e o desperdício de dinheiro público na Copa do Mundo. Contratado por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), o VLT de Cuiabá tinha um custo previsto de R$ 1,4 bilhão e deveria estar pronto em junho do ano passado. Quase 18 meses depois, já foram gastos R$ 1 bilhão e apenas 54% das obras foram executadas. Hoje elas estão paralisadas por decisão judicial. Também não há uma previsão exata de quanto vai custar – estima-se que o valor pode chegar a R$ 2,1 bilhões (50% a mais que o contratado).

 

A sequência de erros que culminou nesse cenário absurdo foi detalhada em relatório da Secretaria de Estado das Cidades do Governo de Mato Grosso (Secid), gerida pelo arquiteto e urbanista Eduardo Chiletto. Ele apresentou os dados durante a 48ª Reunião Plenária do CAU/BR, realizada em Brasília nos dias 19 e 20 de novembro. “O que aconteceu com o VLT de Cuiabá é o melhor exemplo do que não deve ser feito com dinheiro público”, afirma Chiletto. “É a combinação de um modelo ruim, o RDC, com má gestão pública”.

 

O relatório destaca, em diversos trechos, que a principal causa dos problemas encontrados na obra é a falta de projetos detalhados. “Sem projetos adequados não há como garantir a qualidade e até a segurança das obras executadas”, dizia em abril de 2013 relatório da gerenciadora contratada para companhar as obras. “Também fica muito restrito o acompanhamento do processo de produção”. Alguns serviços foram iniciados sem a aprovação dos projetos. O relatório diz que a principal medida a ser adotada é a “regularização da entrega e revisão dos projetos”.

 

(Fonte: O Documento)

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