Projetos de infraestrutura e mobilidade somam R$ 4 bi

Obras de infraestrutura previstas para o Rio Grande do Norte nos próximos anos deverão movimentar ao menos R$ 4 bilhões. Os projetos foram detalhados ontem, em evento promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RN), em parceria com a Federação das Indústrias (Fiern).

 

Os recursos serão aplicados em obras de saneamento, mobilidade e habitação, por exemplo. O planejamento para estruturação do Estado, especialmente na área da Região Metropolitana de Natal (RMN), vai além da preparação para a Copa do Mundo.

 

As principais obras planejadas foram explanadas ontem, por instituições municipais, estaduais e federais a empresários e profissionais da construção civil, durante o evento “De Olho no Amanhã”, realizado ontem no auditório da  Fiern.

 

Somente o Sanear RN, projeto para instalação de redes de esgoto em todo o Estado, tem recursos contratados na ordem de R$ 1 bilhão e 400 milhões. Em Natal o investimento é de R$ 695 milhões, com recursos garantidos. Nos próximos dias, segundo Yuri Tassos, presidente da Caern, deverá ser finalizado o processo de licitação que garantirá os 100% de impetração do financeiro em obras em Natal.

 

O Dnit também planeja, para os próximos quatro anos, valor em contratação de obras, semelhante aos investimentos da Caern. Entre duplicações, adequações e ampliações de rodovias, estão previstos quase R$ 1,5 bilhão. Já a UFRN deve investir mais de R$ 50 milhões nos próximos dois anos, contando que nos últimos quatro anos  gastou mais de R$ 300 milhões em obras.

 

Empregos

Recursos garantidos, contratações em andamento, perspectiva de empregos. É assim que Arnaldo Gaspar Junior, presidente do Sinduscom, visualiza os próximos anos. “Hoje a construção civil gera uma empregabilidade praticamente total, nós não temos desemprego na construção civil. Eu ficarei feliz se nós tivermos os empregos que temos hoje”, diz. Nos últimos quatro anos, a área gerou mais de 9 mil empregos. Um incremento gerado pelas obras estruturantes da Copa do Mundo, mas “como nós estamos vendo aí, os órgãos não estão parados, se mobilizam para o pós-Copa”, enfatiza o presidente.

 

Inclusive, uma das novidades trazidas pelo governo  federal, por causa da Copa, é a nova modalidade de licitação: Regime Diferenciado de Contratações (RDC). Na época da instituição do Regime, em 2011, a previsão era de uso para contratos necessários à realização da Copa do Mundo e Olimpíadas. No entanto, já se expande para contratos na área da saúde e educação.

 

A medida divide opiniões. Enquanto motiva a participação das empresas na concorrência das licitações públicas, pela agilidade do processo, pode representar um risco aos órgão públicos, pela segurança do processo. “O RDC também é um risco. Futuramente podem ser descobertas falhas que os próprios órgãos não tinham conhecimento”, diz Yuri Tassos, presidente da Caern, sobre o sistema mais rápido, que dispensa algumas garantias.

 
 
(Fonte: Tribuna do Norte)

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