Projeto da Zona Azul está distante de sair do papel

Previsto para ser implantado na última semana deste mês, o sistema de estacionamento Zona Azul, no centro de Manaus, ainda não saiu do papel. O contrato com a empresa Consórcio Amazônia, vencedora da licitação, foi assinado no dia 4 de agosto do ano passado. Mas, sete meses depois, nem a sinalização para as vagas na primeira etapa do sistema foram implantadas. Consultado sobre o atraso, nesta terça-feira, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) não se manifestou.

 

O projeto Zona Azul foi lançado em 2010 para criar uma zona de estacionamento em 48 ruas, sendo 37 no Centro e 11 nos conjuntos Vieiralves e São Geraldo, ambos na Zona Centro-Sul. O valor para cada hora será foi estipulado em R$ 2,45. Na primeira fase, 3,7 mil vagas devem ser disponibilizadas. A concessão comercial das ruas é de 10 anos.

 

Mas, a operacionalização do Zona Azul ganhou enredo de novela. Inicialmente, o lançamento do edital seria em dezembro de 2011. Porém, o procedimento foi adiado para junho de 2012. A concorrência pública foi suspensa no dia 15 de janeiro de 2014 pela Comissão de Licitação, que alegou a necessidade de analisar e responder questões técnicas formuladas por empresas interessadas na disputa. Em julho de 2014, o Consórcio Amazônia venceu a licitação. A previsão era implantar o sistema naquele ano, mas foi adiado.

 

No projeto, ficou estabelecido que as vagas da primeira fase do projeto seriam implantadas na avenida Lourenço da Silva Braga, Joaquim Nabuco e Eduardo Ribeiro e nas ruas Ramos Ferreira e Luiz Antony. Os veículos poderão permanecer estacionados por até, no máximo, três horas consecutivas nas vagas do sistema de estacionamento rotativo. O sistema funcionará das 8h às 18h de segunda a sexta e, aos sábados, das 8h às 17h. Nos domingos e feriados não haverá cobrança.

 

O estacionamento será monitorado por fiscais que vão oferecer o ticket de estacionamento, que também poderá ser comprado na internet e em postos cadastrados. O sistema ainda deverá ser complementado por um aplicativo de celular, que vai mostrar ao motorista quais vagas estão ocupadas e quais estão vazias.

 

Impasse
O aproveitamento de ‘flanelinhas’ como monitores no sistema gerou impasse. A associação da categoria quer a inclusão do maior número possível, mas apenas 200 devem ser aproveitados na primeira fase. A Associação de Guardadores e Lavadores Autônomos de Veículos Automotores do Estado do Amazonas (Aglavam) informou que há, aproximadamente, 1,2 mil flanelinhas nas ruas do Centro.

 

Além do Centro, eles ocupam ruas também de bairros como Educandos e Aparecida, na Zona Centro-Sul. Na avenida Leopoldo Peres, em Educandos, motoristas se queixaram que os guardadores estavam cobrando R$ 5 para vigiar o carro. Um ‘flanelinha’, que não quis ter o nome identificado, negou a cobrança desse valor. Ele disse que o proprietário paga quanto quiser, mas que em dias de eventos como missas e festas populares aparecem guardadores que não são cadastrados e estipulam um valor pelo estacionamento público nas ruas.

 

(Fonte: Em Tempo)

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