Prefeitura quer “virtualizar” contratos e licitações do Município

25 de Fevereiro de 2017

O secretário de Gestão de Cuiabá, Rafael Cotrim, afirmou que a Prefeitura trabalha para ainda este ano adotar o projeto “papel zero”, que prevê a informatização de todos os procedimentos de licitação, contratos e processos administrativos do Município.

Segundo ele, a iniciativa, neste primeiro momento, será adotada na pasta de Gestão, que é a responsável por instrumentalizar grande parte dos processos licitatórios do Alencastro.

“Fizemos alguns mapeamentos, estamos criando fluxos adequados e a ideia é deixar esses procedimentos de licitação, contratos, processos administrativos, todos virtualizados, ou seja, vamos fazer um projeto de ‘papel zero’”, disse Cotrim, em entrevista ao MidiaNews.

“No processo licitatório, não somos nós da Gestão que fazemos tudo, mas praticamente tudo passa por aqui. Quem cria a demanda é a secretaria da ponta, mas quem instrumentaliza o processo é a Gestão. A parte onde vejo que a máquina pública se torna, talvez, menos eficiente hoje é na aquisição e contratos”, afirmou.

De acordo com Cotrim, a ideia da informatização é “destravar” a máquina pública, ganhando em economicidade e eficiência, sem deixar de lado os aspectos legais de todos os procedimentos.

“Hoje, por exemplo, se eu tenho um processo físico e ele está na minha mesa, é impossível que a Procuradoria do município ou outra secretaria também veja esse processo. Se ele for virtual, posso ter visões concomitantes”, afirmou.

“Trata-se de uma mudança cultural, vamos adotar isso aqui na Gestão e disseminar para as demais secretarias, será um ganho para todos. Você não tem condições de organizar um gigante como a Prefeitura de Cuiabá, com 18 mil servidores, na base do caderno. Temos que ir para soluções de T.I, não tem outro meio”, disse.

Fraudes

Ainda de acordo com o secretário, a informatização dos procedimentos também é uma forma de barrar eventuais fraudes em processos licitatórios, por exemplo.

“Se você tem tudo num papel, você muda, tira um papel do processo. Mas, numa visão mais cartesiana das coisas, na informatização, há uma assinatura digital, dizendo quem mexeu, quem elaborou, quem modificou o processo. Tem meios de fazer isso. Seria uma forma mais rápida e mais segura de se fazer as coisas”, concluiu.

Fonte: Mídia News

 

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