Prefeitura abre licitação de R$ 600 mil para pista de bicicross em Londrina

A Prefeitura de Londrina abriu licitação para a construção de uma pista internacional de bicicross – BMX SX. Esta é a terceira tentativa do município em encontrar uma empresa para o serviço, que dessa vez foi estimado em até R$ 603.522,29. As empresas interessadas terão até as 12h45 de 10 de setembro para apresentar proposta.

 

O diretor de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Ciclismo, que tem sede em Londrina, Francisco Florêncio, aposta no início das obras ainda neste ano, já que os valores da licitação foram atualizados recentemente. A previsão de gastos era de até R$ 478 mil, porém, após quatro meses de reuniões entre representantes da Confederação Brasileira de Ciclismo, Caixa Econômica Federal, Secretaria de Obras e Pavimentação, Fundação de Esportes, o valor subiu para os atuais R$ 603 mil.

 

Além de motivar atletas da região, dar espaço para treinamento e ser um local oficial para competições, a pista deve atrair eventos de grande porte para a cidade, já que o projeto contempla todas as exigências da União Internacional de Ciclismo (UCI).

 

De acordo com Florêncio, entre os que Londrina já perdeu por não ter uma pista dentro das normas, estão o Campeonato Brasileiro de BMX que aconteceu recentemente em Americana (SP), com mais de 2 mil pessoas ao longo de dois dias de competição, e a realização do Pan-Americano, primeiro grande evento da cidade que contaria com a participação de pelo menos 40 países. Os jogos acabaram transferidos para o México.

 

“A construção desta pista será fundamental na preparação dos atletas brasileiros para as Olimpíadas 2016, além de sediar eventos nacionais e internacionais”, afirmou o diretor.

 

Apesar do BMX ser considerado modalidade olímpica desde Pequim-2008, passados seis anos o Brasil ainda não tem uma pista similar às usadas nos Jogos. A boa notícia é que a obra em Londrina ainda garante o pontapé inicial para um complexo de treinamento para o setor que deve ser instalado ao lado do Autódromo Ayrton Senna, na zona norte da cidade.

 

Cidade perde eventos importante

Dados do  Londrina Convention Visitors Bureau mostram que eventos esportivos movimentam a economia local e projetam a cidade fora do Estado, nacionalmente e internacionalmente dependendo da competição. De acordo com o Convention, cada  turista de negócios e eventos – e as competições de ciclismo são consideradas eventos –  gasta em média R$ 325 por dia na cidade.

 

“Não é preciso ir muito longe para ver que os investimentos em infraestrutura no ciclismo trazem retorno à cidade. Maringá, por exemplo, tornou-se uma referência  na  área de eventos esportivos, especialmente do ciclismo, porque oferece uma boa infraestrutura esportiva”, diz o diretor de Alto Rendimento da CBC. A construção do velódromo em Maringá possibilita a realização de várias atividades anuais, entre elas dois campeonatos Brasileiros de Ciclismo de Pista Júnior e Elite, organizados pela Confederação Brasileira de Ciclismo.

 

Além desses eventos, o velódromo é utilizado para outras competições organizadas pelo município e, principalmente pela Escolinha de Ciclismo que já revelou vários atletas que hoje estão na Seleção Brasileira de Pista. Por conta do Velódromo, Maringá é também a sede oficial da Seleção Brasileira de Pista que passa períodos treinando na cidade quando não está em intercâmbio no Centro Mundial de Ciclismo, na Suíça.

 

“A exemplo de Maringá, a expectativa é que com a construção da pista de BMX, Londrina também se torne uma referência no ciclismo. Além das várias competições que poderão ser realizadas em Londrina, a CBC tem projeto social para a instalação de uma escolinha de BMX para crianças carentes”, conclui Florêncio

 

(Fonte: O Diario)

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