Ponte de Abunã: Obra começa em dois meses

Não há absolutamente verdade alguma nas especulações sobre o veto de Dilma às obras da ponte sobre o rio Madeira na BR-364, distrito de Abunã, em Porto Velho. A obra já foi licitada e a empresa vencedora da licitação já está de posse da ordem de serviço. O que provocou alguma demora no início das obras foi justamente a enchente do rio Madeira, que evidenciou a necessidade de elevação do encabeçamento da ponte. Como a contratação foi realizada através do Regime Diferenciado de Contratação – RDC, foi possível licitar apenas com o projeto básico. Com isso, o projeto de Engenharia pode ser alterado e a ponte, por iniciativa da empresa, será inclusive do tipo estaiada, muito mais bonita, portanto, que a da BR-319, no bairro da Balsa, em Porto Velho.

 

Falei hoje pela manhã com o secretário de Gestão do Ministério dos Transportes, o ex-deputado Miguel de Souza, para quem não há razão alguma para preocupação em relação ao assunto. A notícia do veto presidencial ao projeto na LDO não procede, segundo Miguel. A ponte será construída com as necessárias adequações à nova realidade apresentada pela enchente do rio. É preciso ainda esclarecer que o preço de R$ 132 milhões apresentado pela empresa vencedora, a Art Leste, muito baixo em relação à ponte da BR-319, que está custando em torno de R$ 200 milhões, decorre do fato de não ser necessária em Abunã a construção de dolfins para proteção das pilastras, que na BR-319 custaram perto de R$ 60 milhões.

É claro que, nessa época de pré-campanha, a exploração política do assunto é inevitável. E meus leitores sabem da minha predileção por qualquer ação contra dona Dilma e seus asseclas do P T, aqui ou alhures. Mas nada justifica angustiar com uma notícia falsa milhares de famílias de Rondônia e Acre que sofrem justamente pela falta da obra. Até porque as obras começam antes das eleições. Então?

BR-080 encurta acesso ao Acre em 200 km

A ninguém é dado prever o futuro, mas não é muito difícil imaginar o que poderá acontecer com o estado a partir da cheia histórica do Madeira. Razões de sobra existem para justificar uma boa dosagem de otimismo em relação ao que o futuro reserva à nossa região, especialmente se for considerado – e não existem razões para raciocínio diverso, pelo menos a princípio – que as autoridades vão agir corretamente em relação à preparação para a eventualidade de repetição da tragédia nos próximos anos.

A concessão de financiamentos pelo governo do estado aos produtores desabrigados das margens do rio vai possibilitar a retomada da produção com a certeza de sucesso nas áreas recentemente alagadas. Da mesma forma as rodovias atingidas pela enchente e a solução encontrada para romper o isolamento da região de Guajará Mirim através da estrada-parque vai possibilitar um grande avanço para o sistema viário, com benefício inclusive para Porto Velho.

A confirmação das obras da BR-080, rodovia na qual está inserido o trecho de 11,5 quilômetros da estrada parque e liga Ariquemes a Nova Mamoré, vai possibilitar uma redução de perto de 200 quilômetros no acesso ao estado do Acre. O tráfego em direção ao Acre vai passar pela BR-080 (100 km até Nova Mamoré) e seguir pela BR-425 (mais 100 km) até o distrito de Abunã, onde retorna à BR-364. Isso elimina considerável parcela do tráfego pesado da BR-364 na área urbana de Porto Velho. É preciso dar o devido crédito a quem de direito. O asfaltamento da BR-080 – trecho Ariquemes – Nova Mamoré – é uma antiga bandeira de luta da deputada Marinha Raupp, agora consolidada com a vitória do projeto no STJ. A propósito: as pontes de concreto que vão substituir as velhas pontes da EFMM em Ribeirão e Araras também serão construídas.

(Fonte: Rondonia Dinamica)

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