Paço registra ata de uniformes com economia de 60% em relação à gestão de Cleuza

A Prefeitura de São Bernardo registrou ontem as atas de preço dos uniformes que serão oferecidos a alunos e docentes da rede municipal em 2016, com valor 60% mais baixo do que o preço praticado na gestão da ex-secretária Cleuza Repulho (PT) à frente da Secretaria de Educação. Dividido em lotes, o edital indicou que o governo de Luiz Marinho (PT) vai gastar R$ 10,2 milhões com as vestimentas, ante R$ 25,9 milhões despendidos com a antiga secretária.

 

Serão prestadoras de serviço as empresas Nayr Confecções Ltda (R$ 4,4 milhões), Dimatex Indústria e Comércio Confecções Ltda (R$ 4,7 milhões), Sangelo Fabricação e Comércio Meias (R$ 913,5 mil) e W.R. Comércio de Artigos Esportivos (R$ 171 mil). A estimativa é atender 157 mil alunos e professores, com entrega ponto a ponto, similar ao antigo contrato firmado por Cleuza.

 

O Diário havia antecipado o nome das fornecedoras em janeiro, quando avançou o processo licitatório. O período de três semanas entre a publicação dos valores oferecidos pelas concorrentes e a homologação do contrato se deu por análise dos materiais apresentados pelas empresas.

 

O acordo firmado entre Cleuza e a Capricórnio S/A resultou em inquérito no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) ABC, por suspeita de superfaturamento e direcionamento na licitação. Cleuza responde a duas ações civis públicas protocoladas pelo Gaeco – aquisição de mochilas e tênis e contrato para fornecimento de brinquedos à rede. Em ambos ela é acusada de formação de quadrilha.

 

“Ficamos satisfeitos com todo o processo. Ainda acho que conseguiremos reduzir um pouco mais do valor, porque muitos alunos acabam se transferindo para rede estadual ou escolas particulares. Sempre fizemos orçamento com 5% a mais no valor. Para termos uma folga”, afirmou Paulo Dias (PT), atual secretário de Educação de São Bernardo. Ele, mais uma vez, evitou criticar a antecessora.

 

A diferença de preços praticados será anexada ao inquérito no Gaeco ABC pelo vereador de oposição Julinho Fuzari (PPS). Na visão dele, a diferença de valores – mesmo em período no qual a inflação no País disparou – comprova que os uniformes adquiridos na gestão de Cleuza estava superfaturados.

 

(Fonte: DGABC)

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