Novo leilão de blocos da ANP deve ficar para 2015

O governo prevê a realização de uma nova rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo e gás até 30 de junho de 2015. Entretanto, o secretário de Óleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida, destacou que não está definido se serão áreas do pré-sal, maduras ou novas fronteiras.

 

“Não sei se neste ano conseguimos fazer uma rodada”, disse Almeida, durante evento do Consulado Britânico, no Rio de Janeiro. A ausência de sinais do governo sobre a periodicidade de rodadas é muito criticada pela indústria, já que os investimentos necessários são muito altos e precisam ser estudados com certa antecedência.

 

“A previsibilidade dessas rodadas é importante para podermos planejar, decidir onde vamos investir no mundo”, disse o presidente da BP, Guilhermo Quintero. Segundo o executivo, a BP tem, atualmente, 24 licenças de exploração de blocos exploratórios no país. “No Brasil, estamos focados na área de exploração. Esse é o nosso negócio: assumir riscos e tentar encontrar petróleo em novas fronteiras”, afirmou Quintero.

 

O evento contou com a presença de 30 empresas britânicas de energia, que vieram ao país em missão para olhar oportunidades de negócios. Quintero encorajou os presentes a trazer investimentos de longo prazo para o país e cobrou do governo colaboração. Segundo o presidente da BP, grande parte do petróleo a ser descoberto no país está em águas ultraprofundas e destacou que “o Brasil não é só pré-sal”.

 

Também presente no evento, o presidente para a América do Sul da BG, Nelson Silva, afirmou que a empresa está produzindo 60 mil barris de óleo equivalente atualmente no país, somando óleo e gás natural. No ano passado, a produção média diária da empresa foi de 39 mil barris de óleo e gás. A BG planeja investir no Brasil US$ 3 bilhões, ao ano, entre 2013 e 2018.

 

Silva também destacou que a BG pretende começar neste ano as pesquisas sísmicas nos dez blocos na Bacia de Barreirinhas (MA), que arrematou na 11ª rodada, ano passado. “Se tivermos êxito, podemos fazer perfurações no fim de 2016”, disse.

 

Dos dez blocos, seis são inteiramente da BG. Os outros quatro são em parceria com a Galp e a Petrobras. A BG é a operadora de todas as dez áreas. “Nós somos parte do desenvolvimento do pré-sal e estamos ansiosos em permanecer no Brasil por muitas décadas”, afirmou o executivo.

 

(Fonte: Valor)

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