Novacap revoga licitação para obra no autódromo de Brasília visando Indy

Medida não afeta realização de corrida prevista para março, diz empresa.  Concorrência foi suspensa pelo Tribunal de Contas em novembro de 2014.

 

A Novacap revogou nesta segunda-feira (12) a licitação para reforma do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, visando a realização da etapa brasileira da Fórmula Indy em 2015. Os treinos e as provas estão previstas entre 6 e 8 de março. A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta segunda.

 

A empresa pública afirmou que a revogação não deve prejudicar o evento e que ela não está vinculada às obras da pista e das grades de proteção (guard rail), que já estão em andamento e preveem serviços como a instalação de 70 mil pneus em áreas de escape, novas grades e reparos na aquibancada e em gramados. Segundo a Novacap, estas obras começaram em 29 de novembro e são financiadas junto à Terracap.

 

Suspensa pela TCDF
A concorrência revogada nesta segunda já havia sido suspensa pelo Tribunal de Contas em 6 de novembro de 2014 após o órgão detectar sobrepreço de R$ 34,8 milhões, duplicidade de serviços e falhas graves no projeto básico.

 

A licitação previa a contratação de uma empresa de engenharia para fazer as adequações exigidas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para a realização da corrida. No momento da suspensão, a documentação das empresas interessadas no certame estava sendo analisada, informou a Novacap.

 

Segundo o presidente do TCDF, Renato Rainha, o valor total inicial da licitação de mais de R$ 251 milhões também foi um dos aspectos reprovados pelo Tribunal. “O Distrito Federal está nessa dificuldade toda para pagar os servidores e querem fazer uma obra desse valor sem nem dizer de onde iam tirar esse dinheiro? Não dá, mas com essa revogação, até mesmo como cidadão, estou mais aliviado.”

 

Alternativa
As reformas em andamento já devem atender aos critérios mínimos para a realização da Fórmula Indy em Brasília. Para os problemas pontuais, Rainha diz que o ideal é que sejam resolvidos a partir de várias licitações em menores escalas. A multa prevista ao GDF, caso a corrida não aconteça, é de R$ 70 milhões.

 

(Fonte: G1)

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