No Mato Grosso, Arena Pantanal terá dinheiro do PAC

 


BRASÍLIA – O governo do Mato Grosso está prestes a contrair um empréstimo de R$ 120 milhões na Caixa Econômica Federal para terminar as obras da Arena Pantanal, que receberá quatro partidas da Copa do Mundo do ano que vem. Detalhe: os recursos sairão da linha usada pela Caixa para financiar obras de contrapartida do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo apurou o Estado, o governo do Mato Grosso vai usar o dinheiro para pagar as empresas que venceram as duas últimas licitações para obras no estádio. O consórcio CLE, formado pela Canal Livre Comércio e Serviços Limitada e pela Etel Engenharia Montagens e Automações, vai receber R$ 98,3 milhões para implementar a área de tecnologia de informação (TI) da arena. E a Kango Brasil receberá R$ 19,4 milhões para colocar os assentos.

Tanto o CLE quanto a Etel foram contratados por meio do Regime Diferenciado de Contratações (RDC). Esse recurso que o Estado do Mato Grosso espera obter com a Caixa está previsto, segundo informações da secretaria da Copa do governo estadual, no orçamento total de R$ 537 milhões para levantar a Arena Pantanal.

A maior parte (R$ 440 milhões) saiu dos cofres estaduais para a construtora Mendes Júnior, responsável pelas obras. Segundo informou o Ministério do Planejamento por meio de sua assessoria de imprensa, os recursos da linha de financiamento C-PAC, solicitados pelo Mato Grosso à Caixa, não são oriundos do Orçamento Geral da União (OGU), mas do caixa do banco.

Essa linha C-PAC é normalmente usada para financiar pequenas obras de Estados e municípios para complementar obras do PAC, como hidrelétricas, rodovias e aeroportos. A Caixa informou, por meio de nota, que a operação está em estudo desde 28 de maio, quando o Estado de Mato Grosso fez o pedido no banco.

“Os parâmetros a serem utilizados na análise estão em fase de definição”, afirmou a instituição financeira. De acordo com a Secretaria da Copa do Mato Grosso, o governo estadual tem recursos próprios para honrar esses pagamentos, mas optou pelo financiamento por causa das condições de crédito.

Por: João Villaverde
(Fonte: O Estado de S. Paulo)

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