Menor preço apresentado para obras é de R$ 60,6 milhões

Revitalização começa ainda em 2015; trecho inicial ?será liberado em 2016

 

A prefeitura da Capital conheceu ontem os valor das propostas dos interessados em executar as obras do primeiro trecho de revitalização da orla do Guaíba, que vai da Usina do Gasômetro até a Rótula das Cuias. O menor preço foi apresentado pelo consórcio Orla Mais Alegre, formado pelas empresas Procon, Sadenco e SH Estruturas Metálicas, de R$ 60.682.477,52 – cerca de R$ 7,2 milhões a menos do que o teto estipulado pelo município, de R$ 67,8 milhões.

 

Nesta quarta tentativa de licitação, a prefeitura elevou o custo da intervenção em R$ 10 milhões. A empresa vencedora deverá ser conhecida na sexta-feira, após análise da Comissão de Licitação para Projetos Estruturantes, ficando aberto ainda prazo de cinco dias para recursos.

 

O segundo menor preço apresentado foi o do consórcio Alberto Couto Alves, formado por uma empresa do Brasil e outra de Portugal, de R$ 61.391.541,37. O grupo tinha sido inabilitado, mas teve o recurso atendido ontem pela comissão. Na entrega das propostas, o consórcio havia apresentado certidão de negativas de débitos trabalhistas vencida, mas a situação foi regularizada.

 

Já a EPC Construções, desclassificada inicialmente, não demonstrou comprovação de experiência em execução de obra, exigida no edital, tendo pedido de reconsideração negado. O consórcio Home/Portonovo ofertou R$ 66.823.803,19, enquanto o Pelotense/Cidade apresentou o valor mais alto, de R$ 67.134.69,96. Nos próximos dias, a comissão irá analisar detalhadamente as planilhas de preços para ver se não há inconformidade com o edital.

 

O coordenador do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais (Gades), Edemar Tutikian, disse que a prefeitura ficou muito satisfeita com os valores apresentados e que os quatro consórcios concorrentes são formados por empresas de grande qualidade, garantindo que a obra será bem executada. “A essência da licitação é a disputa de preços. Cada uma faz o orçamento da sua maneira, mas existem materiais com alto valor, como as estruturas metálicas. O consórcio Orla Mais Alegre é formado por uma empresa exatamente desse setor, fornecendo ela própria as estruturas e diminuindo o preço”, explicou.

 

Tutikian ressaltou que o trabalho realizado em parceria com o Tribunal de Contas do Estado proporcionou que os ajustes necessários fossem feitos em relação aos outros editais, com redefinição dos preços e, consequentemente, o sucesso no trâmite. “A obra (do trecho) iniciará ainda este ano e será entregue em dezembro de 2016”, garantiu. As propostas para a fase 1 dizem respeito aos primeiros 1.320 metros.

 

De autoria do arquiteto Jaime Lerner, o projeto de revitalização está dividido em cinco fases. Os recursos são provenientes do Banco de Desenvolvimento da América Latina. Haverá uma intervenção correspondente a dez hectares, com a construção de novos passeios, ciclovia, um ancoradouro para barcos de passeio, um restaurante e seis bares, quatro deques, duas quadras de vôlei, duas de futebol e duas academias ao ar livre, vestiário, playground, além de duas passarelas metálicas com jardim aquático.

 

(Fonte: JCRS)

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