Licitação do transporte em Cuiabá pode ser adiada

Poucos dias depois de anunciar um estudo para lançar a licitação do sistema de transporte coletivo de Cuiabá, o prefeito Mauro Mendes (PSB) já cogita adiar o certame devido aos problemas nas obras do Veículo Leve sobre Trilhos. Ele participou da audiência realizada pelo governo do Estado para falar sobre o assunto e diante da indefinição do preço da tarifa e do funcionamento do sistema Mendes alegou que pode acabar atrasando o processo licitatório da prefeitura.

 

A concessão do serviço de transporte coletivo foi feita durante a gestão do ex-prefeito Roberto França e renovada até 2019 por Chico Galindo (PTB). Este aditivo no prazo dos contratos é questionado pelo Ministério Público Estadual. Para amenizar o impacto do anúncio do aumento da tarifa para R$ 3,10 o prefeito informou também uma nova licitação com metas e ações estabelecidas em contrato como renovação da frota e outras medidas para que melhore a condição do transporte coletivo atual.

 

Porém, durante a audiência, Mendes pediu para falar e explicou para o secretário de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, que o atual cenário referente à obra do VLT prejudica a decisão de uma nova licitação.

 

“Como posso licitar na forma que é hoje um serviço para os próximos 10 anos, se vamos ficar na expectativa de dois ou três anos, se teremos ou não o VLT? Precisamos rapidamente de uma definição até para que outras possam ser tomadas”, afirmou.

 

O socialista reforçou ainda que a decisão não é apenas de governo e deve ser feita em conjunto. Em entrevista, ele explicou que apesar da renovação ter sido feita até 2019 ele pode fazer a rescisão administrativamente, mas antes é preciso ter clareza do que será licitado, quais linhas e até mesmo a questão da tarifa, já que provavelmente deverá ser unificada.

 

Mendes alega que a licitação foi segurada nos anos de 2013 e 2014 devido à promessa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em concluir o VLT, fato que não ocorreu, e apesar de o governador Pedro Taques (PDT) ter garantido que irá concluir as obras da Copa do Mundo não há previsão para conclusão dos trabalhos.

 

O prefeito explicou também que no decreto publicado ele criou uma comissão para realizar um estudo no prazo de seis meses, pois já tinha algumas informações a respeito dos problemas com a obra do VLT e reforçou que uma decisão como essa deve ser tomada em conjunto entre governo, prefeitura e sociedade. “Vamos aprofundar neste diálogo para que de maneira clara, se tiver condições, certamente licitaremos”.

 

A tarifa do VLT diante do atual modelo pode ser superior a R$ 5 e o prefeito já descartou qualquer possibilidade de a administração municipal ajudar no subsídio do preço da passagem. Isto porque a prefeitura já desembolsa R$ 18 milhões para custear o passe livre.

 

(Fonte: Diario de Cuiabá)

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