Liberação de R$ 118 mi para ETE corre risco de ser adiada em Bauru

Estação de Tratamento de Esgoto está com licitação suspensa pelo TCE.
Prefeitura garante que não há possibilidade de ficar sem o repasse.

 

A prefeitura de Bauru (SP) tem à disposição R$ 118 milhões para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) liberados pelo Governo Federal. Como a licitação continua suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), a obra precisaria começar até setembro para não ter a liberação da verba adiada.

 

A ETE “Vargem Limpa” deveria ser construída a partir de setembro. A empresa, vencedora da licitação, também seria anunciada nesta semana, mas o TCE suspendeu o processo pela segunda vez. É que um dos concorrentes questionou o edital. A obra está orçada em R$ 123,6 milhões e, R$ 118 milhões de repasse do governo federal a fundo perdido.

 

A prefeitura garante que não há possibilidade de perder o repasse do governo federal. Mas o impasse pode atrasar o início das obras. Um prejuízo para os moradores que atualmente têm menos de 10% do esgoto tratado.

 

É que sem a conclusão da licitação até 31 de setembro, a verba retorna ao comitê gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que terá novo prazo para liberar o dinheiro. “Vou me dirigir ao Tribunal de Contas do Estado, mostrar que todas as recomendações foram acatadas e tenho certeza que logo teremos a liberação dessa licitação para que ela possa acontecer normalmente. E a gente possa ter a nossa tão sonhada Estação de Tratamento de Esgoto”, afirmou o prefeito Rodrigo Agostinho.

 

 

Segundo a Companhia Ambiental do Estado, Bauru despeja no rio Tietê mais esgoto do que a soma de 26 cidades da região. “Prejudicando a qualidade das águas dos municípios próximos, principalmente. Então, em função da demanda que também vem do alto Tietê, é uma somatória muito nefasta para a qualidade das águas do rio Tietê”, apontou o gerente regional da Cetesb, Alcides Tadeu Braga.

 

Reclamações
O morador de Bauru José Severino de Souza comprou material de construção, mas, por enquanto, tudo está parado. “Comprei um monte de tubo e fica tudo encostado. Não servindo para nada. E a comunidade está sofrendo este problema”.

 

Na Vila São Manoel, a sujeira transborda pela rua e enche os locais de desgosto. “É ruim porque o cheiro, o odor, é horrível”, contou a dona de casa, Rosana Moreno. Um transtorno que incomoda a maioria da população. O DAE registra, em média, sete vazamentos todos os dias. O número de reclamações chega a 11 por dia. É quase o mesmo número registrado em casos de vazamento de água: 15 queixas por dia.

(Fonte: G1)

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