Leilões de petróleo previstos para 2015 podem ser adiados

As investigações da Operação Lava Jato podem atrasar os próximos leilões de petróleo que o governo pretendia fazer em 2015, adiando uma arrecadação bilionária dada como certa pelo governo da presidente Dilma Rousseff.

 

Sem essas receitas, o Palácio do Planalto terá de encontrar novas saídas para fechar as contas no ano que vem.

 

No atual projeto de orçamento da União estão previstas duas grandes arrecadações por meio de leilões de petróleo. Apenas com pré-sal, licitação que estava prevista para novembro, com a oferta do Campo Pau Brasil, calculava-se uma receita mínima de R$ 4 bilhões.

 

Já com a realização da 13ª rodada de leilões de áreas exploratórias de petróleo –que inclui a oferta de campos em declínio da produção, áreas novas em terra ou lotes no mar, sem inclusão do pré-sal– se pretendia arrecadar mais R$ 1 bilhão.

 

A 13ª Rodada estava prometida para ocorrer no primeiro semestre, mas o governo deu sinais de que recuará.

 

O motivo é a erupção de denúncias sobre pagamento de propina no setor e o atual andamento de uma operação da Polícia Federal para apurar o envolvimento direto de funcionários do alto escalão da Petrobras, uma das principais participantes dos leilões. Um dos indícios mais evidentes da mudança de posicionamento sobre a manutenção do leilão está na alteração da pauta do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).

 

Segundo a Folha apurou, a definição das áreas para exploração já não fará parte das discussões do Conselho em sua próxima reunião, marcada para a terça-feira (9/12).

 

Se obedecer o modelo de 2014, o próximo encontro do CNPE será em junho de 2015, tempo suficiente para esfriar a situação política, mas já sem espaço de programar o leilão no prazo prometido.

 

Oficialmente, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou que as áreas incluídas na 13ª Rodada ainda não foram definidas, mas que o leilão está mantido para o primeiro semestre de 2015.

 

A agência diz que há confirmações sobre a 2ª Rodada do pré-sal. Em nota, a informação foi reafirmada pelo Ministério de Minas e Energia.

 

(Fonte: Portos e Navios)

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