Iniciados estudos de nova dragagem no Porto do Recife

Engenheiro e técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), ligado à Secretaria de Portos da Presidência da República, iniciam estudos que garantirão elaboração, sem custos, dos projetos executivos que irão viabilizar nova dragagem do ancoradouro recifense.

 

O Porto do Recife e o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias iniciaram hoje os estudos e levantamentos para a execução dos projetos executivos para as obras de dragagem e sinalizações náuticas, das áreas internas e canal de acesso, do Porto do Recife. Antes de cair em campo representantes do INPH, da Capitania do Portos (Capitão Figueiredo), da Praticagem ( Hans Hutzler) e o presidente do Porto, Olavo de Andrade Lima Neto fizeram uma breve explanação das etapas do processo.

 

O engenheiro do Instituto Wagner Dias explicou a primeira etapa dos estudos e os levantamentos que serão feitos até o dia quatro de maio. Os dados colhidos e analisados pelo INPH servirão para subsidiar o projeto, o termo de referência e o edital de licitação da nova dragagem. O Instituto fará propostas e simulações com modelagem física e matemática para diminuir as restrições operacionais do Porto e aumentar a sua capacidade comercial na atração de novos negócios.

 

“Nessa primeira etapa será feita uma batimetria que é uma espécie de retrato das variações das profundidades do assoalho marinho. Levaremos esses resultados para o Instituto e a partir daí é que podermos começar a propor soluções e simular opções”, disse Dias.

 

A ideia é que todo processo seja feito com o envolvimento, não apenas do Porto e do INPH, mas também da Capitania dos Portos e da Praticagem. Os estudos objetivam a melhoraria da geometria e da profundidade do canal de acesso, bem como a dos berços de atracação para 12 metros (hoje eles variam entre 11 e 8 metros); a readequação e ampliação da área de manobra para 550 metros de diâmetro (hoje ela tem 450 metros) e a implantação de fossos de retenção de assoreamento.

 

A expectativa é que o projeto, o edital e o termo de referência da licitação fiquem prontos até o final do ano. “Essa parceria com o INPH deve trazer mais celeridade ao processo licitatório e início das obras de dragagem do ancoradouro recifense, como aconteceu com os Portos de Santos, Rio de Janeiro, Paranaguá e Rio Grande, os quais foram contemplados pelo Programa Nacional de Dragagem 2 (PND2), assim como o Porto do Recife”, ressalta o presidente do Porto, Olavo de Andrade Lima.

 

PRIMEIROS PASSOS – O ancoradouro recifense foi contemplado pelo Programa Nacional de Dragagem 2 (PND2) que será realizado com recursos da União, mas cabe ao Porto do Recife a apresentação dos projetos necessários, os quais podem chegar a custar até 3 milhões de reais caso fossem elaborados por empresas de consultoria particulares.

 

Em visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias, no Rio de Janeiro, no mês de janeiro, o presidente do ancoradouro, e comitiva, garantiu o apoio técnico e a elaboração dos projetos de melhoramentos e adequação de toda a infraestrutura aquaviária do Porto do Recife.

 

“Apresentamos aos técnicos do INPH um estudo preliminar, feito em conjunto com a Praticagem e a Capitania dos Portos, o qual mostra a situação de navegabilidade no Porto do Recife e a equipe comandada pelo diretor do Instituto, Domenico Acetta, colocou-se a disposição para realizar todos os estudos, projetos, termo de referência e edital para que a SEP (Secretaria de Portos) possa realizar a licitação”, disse Olavo de Andrade Lima, presidente do Porto do Recife.

 

Vale ressaltar que o Instituto Nacional de Pesquisas Hidrográficas possui uma tecnologia de ponta, com os mais modernos equipamentos, a nível mundial, além de uma das mais capacitadas equipe de pesquisadores, no país, na questão hidroviária.

 

PND2 – Foi lançado em 2012 pela Presidência da República. Integra o Programa de Investimento em Logística – Portos (PIL-Portos) e prevê o aprofundamento e posterior manutenção das profundidades atingidas nos canais de acesso, bacia de evolução e, também dos berços, em contratos de longo prazo e possibilidade de contratação em blocos, para garantir o ganho de escala. Estão previstos R$ 3,8 bilhões de investimento em dragagem de manutenção nos próximos dez anos em diferentes portos do país, de acordo com informações da SEP.

 

(Fonte: Porto gente)

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