Infraero prevê R$ 100 mi para obras do aeroporto de Macapá em 2016

Mesmo com crise, presidente diz que recursos foram orçados pela União.Iniciada há 10 anos, construção foi novamente licitada em junho de 2014.

 

Apesar da crise financeira que resultou na redução de gastos no país, o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, falou neste sábado (13), em Macapá, que seguem os prazos de término das obras do novo Aeroporto Internacional de Macapá, com previsão da entrega do novo terminal de passageiros para dezembro de 2016 e a conclusão total das estruturas para julho de 2017.

 

Segundo o presidente, dos R$ 163 milhões destinados para a construção, pelo menos R$ 100 milhões estão no orçamento da União previsto para 2016. Até dezembro de 2015, um total de R$ 10 milhões haviam sido aplicados no aeroporto, que terá a capacidade de viajantes aumentada de 750 mil para 5 milhões por ano, conforme Vale.

 

Cerca de 10,5% da construção estão finalizadas, contemplando ao todo a conclusão do acesso viário, reforma da pista de aeronaves, estacionamento e pontes de embarque, com conectores, elevadores e escadas rolantes.

 

A implantação de um novo terminal de embarque de passageiros foi iniciada em 2004 e paralisada em 2007 por indícios de irregularidades. Após novo edital, a construção reiniciou em 2015.

 

O presidente Gustavo do Vale, além do governador do estado, Waldez Góes, do prefeito de Macapá, Clécio Luís, e de outros políticos, realizaram uma visita ao canteiro neste sábado.

 

“A obra está absolutamente no novo cronograma, temos certeza que no final do ano de 2016, o terminal estará operando. Existe possibilidade [de paralisação] até pela situação do país. Como se trata de uma obra prioritária, mesmo que exista algum contingenciamento, será o menor possível, mas não acredito que haja”, falou Vale.

 

O governador Waldez Góes reforçou que em caso de redução de verba, uma aliança na bancada federal pode alocar investimentos. Na oportunidade, o Estado anunciou que pretende realizar as obras de acesso urbano e mobilidade no entorno do aeroporto.

 

“A estratégia nossa é garantir os recursos para que não haja nenhum problema de continuidade da obra e cumprimento do calendário. Ocorre que o país em crise que seja atingida a Infraero, e se entrar será a mobilização política”, completa.

Obras há uma década

 

A construção do novo aeroporto teve início em 2004, mas foi paralisada em 2007 após o Tribunal de Contas da União (TCU) apontar suspeitas de fraude e desvio de R$ 113 milhões em verbas. A investigação resultou na Operação Navalha, da Polícia Federal (PF).

 

O novo edital lançado em junho de 2014 passou por outra auditoria do TCU, que liberou o reinício das obras, de responsabilidade do consórcio EPC-WVG, vencedor do certame através da modalidade Regime Diferenciado de Contratações (RDC).

 

(Fonte: Cenario MT)

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