Estratégias de finanças para os pequenos negócios

 

Com a estabilidade preservada e a produção tomando fôlego, já é possível fazer avaliações menos ansiosas sobre o momento político-econômico e implementar estratégias que mantenham e aprofundem os ganhos obtidos nos últimos meses.

 

Por: Paulo Okamotto
 

Já se pode constatar um processo contínuo de mudanças em favor da modernização da economia, do fortalecimento dos pequenos negócios e de melhores condições de vida da população. Passos, à primeira vista, apenas pontuais, estão em linha com as alterações profundas defendidas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na área de crédito e serviços financeiros. É o caso do novo Sistema de Informações de Crédito do Banco Central.

 

Esse novo sistema permite que o cliente de uma instituição financeira acesse informações que lhes são pertinentes e que possam favorecer negociações para obtenção de empréstimos e outros produtos. Há anos, bancos e comércio têm acesso on-line às informações que podem negativar potenciais clientes e impedir-lhes o crédito. Tardava um cadastro positivo que agora chega com um ganho adicional, o da portabilidade. São nítidos e louváveis os esforços do Banco Central para interagir com a sociedade e aumentar a transparência do sistema financeiro.

 

A competição, condição indispensável à redução dos altos spreads bancários, está sendo estimulada. Faz parte desse esforço o convênio de cooperação técnica em vigor entre o Banco Central e o Sebrae para o aperfeiçoamento constante das finanças voltadas para os pequenos negócios. Esse trabalho conjunto já demonstra avanços importantes, como a flexibilização de regras para a implementação de cooperativas de crédito. As integradas por empresários de pequenos negócios e as de livre adesão vão fortalecer ainda mais o cooperativismo nas regiões onde ele já faz a diferença e deslanchá-lo nas regiões onde está apenas emergindo, o Norte e o Nordeste.

 

Outra iniciativa louvável em favor do empreendedorismo e da poupança interna é a possibilidade de os brasileiros residentes no exterior depositarem mensalmente sobras de salários e até aplicá-las por meio de contas especiais da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB). Essas remessas vinham sendo feitas a custos altos ou com riscos beirando a possibilidade de perda total.

 

A CEF e o BB estão sendo fundamentais para o sucesso dos programas de microcrédito e de bancarização da população de baixa renda. Programas que também contam com o engajamento de importantes bancos privados de varejo. Como titular de uma conta, quem trabalha por conta própria, de sua casa pode administrar melhor seu fluxo de caixa. Ao demonstrarem capacidade de pagamento, são candidatos naturais a futuros empréstimos e à formalidade.

 

A bancarização possibilita um retrato mais definido da economia informal, o que facilita a construção de políticas públicas consistentes de apoio ao empreendedorismo. Dentro desse processo todo está o Sebrae, especialista reconhecido em soluções para os pequenos negócios, sempre pronto a apoiá-los.

 

Paulo Okamotto é diretor de administração e finanças do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), seção Nacional.

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