Empresas contratadas pelo governo do Rio financiam 17% da campanha de Pezão

Concremat e OAS têm contratos com governo e doaram R$ 2,2 milhões para Pezão

 

Duas empresas com vínculo com o governo do Rio de Janeiro são responsáveis por 17% do financiamento da campanha do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) à reeleição, segundo a última prestação de contas parcial do candidato.

 

Tanto as empresas, como a campanha de Pezão e o governo do Estado negam irregularidades nas doações.

 

Em 4 de agosto, a Concremat doou R$ 1 milhão ao Comitê Financeiro Único do partido. Dois dias depois, o comitê repassou o valor doado pela empreitara para a campanha de Pezão.

 

Um mês depois, em 4 de setembro, foi aprovada vitória do consócio integrado pela empresa na concorrência 80/2003 da Secretaria de Estado de Obras.

 

Com isso, a Concremat e uma outra companhia ficaram responsável para realizar obras de pavimentação de rodovias da região metropolitana pelo valor de R$ 4.320.132,52.

 

O resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 11 de setembro.

 

Já a construtora OAS doou, em 24 de julho, R$ 2 milhões ao Comitê Financeiro Único. Em 6 de agosto, o comitê transferiu R$ 1.225.000 à campanha de Pezão.

 

Em 8 de setembro, um contrato entre a OAS e o DER (Departamento de Estradas de Rodagens) do Rio teve os valores atualizados, chegando a um todal de R$ 6.344.133,39.

 

O termo de apostilamento – documento que ratifica um reajuste previsto em contrato – foi publicado no Diário Oficial do Estado também no dia 11 de setembro.

 

A lei eleitoral não veta doações de empresas que têm contrato com governos. Tanto a OAS como a Concremat são grandes empresas do setor de construção e figuram entre a 1 mil maiores companhias do País. Ambas possuem contratos com diversos Estados.

 

Até 2 de setembro, data da última prestação de contas parcial, a campanha de Pezão havia recebido um total de R$ 13.034.228,00 em doações — dois terços eram doações ocultas (enviadas ao partido) e um terço era doações identificadas.

 

A campanha de Pezão afirmou que “cumpre rigorosamente as exigências da Justiça Eleitoral”.

 

A OAS afirmou que todas as doações eleitorais realizadas pela empresa “são feitas nas formas previstas em lei”. A Concremat afirmou que todas as doações feitas pela companhia “em campanhas políticas, desse exercício e em anos anteriores, são públicas e estão totalmente de acordo com a lei eleitoral vigente, além de informadas à Justiça Eleitoral no prazo estabelecido”.

 

O governo do Rio disse que a aprovação da vitória da Concremat licitação e o termo de apostilamento com a OAS seguiram critérios técnicos.

 

(Fonte: R7)

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