“Direto de Brasília”: 30% das obras de saneamento estão ainda no papel

O Comitê Gestor do PAC informa que pretende investir R$ 24,8 bilhões em ações de saneamento e, com isso, beneficiar 7,6 milhões de famílias em todos os estados do país

 

Das 7.120 obras de saneamento previstas para a segunda etapa do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC 2), somente 1.223 foram concluídas, o equivalente a 17,2%, informa o site Contas Abertas, especialista em análise de orçamento.

 

Além disso, o número de iniciativas em fases iniciais é alto: 2.326 empreendimentos estão em contratação, ação preparatória ou licitação, o que corresponde a 32,6% do total.

 

Os colhidos pelo Contas Abertas se referem ao último Balanço do PAC 2 e englobam o que foi realizado entre janeiro de 2011 e abril de 2014. A segunda etapa vai ser finalizada em dezembro deste ano.

 

O Comitê Gestor do PAC informa que pretende investir R$ 24,8 bilhões em ações de saneamento e, com isso, beneficiar 7,6 milhões de famílias em todos os estados do país. Entretanto, a quatro meses da conclusão do Programa, grande parte das obras planejadas não consegue ultrapassar as barreiras burocráticas.

 

Candidatos se “vendem” como mercadorias

Em documento, 60 organizações e movimentos sociais de todo o Brasil divulgaram sua plataforma política para o debate no processo eleitoral de 2014. Afirmam que os processos eleitorais discutem menos política e afirmações de projetos dos partidos e candidatos e se tornaram espaços para a “venda” deles como mercadorias, em propagandas e marketing.

 

A “Plataforma Política dos Movimentos Sociais – Para resolver os problemas do povo brasileiro” – direcionada à sociedade e aos candidatos – surgiu da análise de movimentos e organizações sobre o desvirtuamento do processo eleitoral.

 

Entre os principais pontos abordados, os movimentos discorrem sobre uma reforma do sistema político “que elimine o ‘voto’ do Poder Econômico nas eleições e nas definições das políticas públicas”; a democratização dos meios de comunicação “com a implementação das propostas aprovadas na Conferência Nacional de Comunicação”; a democratização da Educação “com a universalização do acesso à educação em todos os níveis”, entre outros.

 

Dilma lidera punições no TSE entre os presidenciáveis

Das 23 punições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos presidenciáveis até a última segunda-feira (15), 17 foram aplicadas contra a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). A petista lidera, de longe, o ranking das decisões desfavoráveis da Justiça eleitoral. Aécio Neves (PSDB), com cinco, e Marina Silva (PSB), com uma, completam a lista dos candidatos à Presidência advertidos pelo TSE.

 

Dilma e Aécio são os que mais recorrem à Justiça eleitoral. A pedido dos tucanos, por exemplo, o TSE determinou a retirada do ar das imagens de uma visita que Dilma fez a um posto de saúde em Guarulhos (SP) para falar sobre o programa Mais Médicos. E também de uma peça de campanha em que a coligação da petista se referia aos tucanos como “desesperados”. Já Aécio foi punido por utilizar a hashtag #vempraurna, slogan usado este ano pela Justiça Eleitoral.

 

Os dados são de levantamento publicado nesta quarta-feira (17) pelo jornal O Globo. As punições, todas em caráter liminar, se referem a abusos cometidos na propaganda eleitoral no rádio, na TV ou na internet e não geraram multa aos candidatos. Apenas a suspensão ou correção de comerciais, panfletos e programas do horário eleitoral, destaca o jornal.

 

Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos, aponta estudo

O Brasil é o maior consumidor de defensivos agrícolas do mundo: em 2012, o País consumiu 1 bilhão de toneladas de agrotóxicos e 6,9 milhões de toneladas de fertilizantes químicos. É o que aponta estudo realizado pela Universidade Federal do Mato Grosso, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz. Foi constatada a presença de 223 princípios ativos de agrotóxicos nos alimentos, dentre os 500 existentes.

 

Detalhado durante debate na Câmara dos Deputados, o estudo também concluiu que o número de trabalhadores com intoxicações agudas por agrotóxico no Brasil dobrou num período de cinco anos: passou de 5 mil em 2007 para 10 mil em 2012. No mesmo período, o número de mortes passou de 200 para 313. O custo do tratamento desse tipo de intoxicação varia de R$ 650 a R$ 26 mil.

 

(Fonte: DCI)

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