Dilma defende simplificação dos processos para realização de obras

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, defendeu em entrevista ao Grupo RBS nesta segunda-feira a simplificação dos processos para realização de grandes obras do país, a exemplo do que é previsto em alguns casos com o uso do Regime Diferenciado de Contratação (RDC).

 

“Não para não fiscalizar, não para não respeitar o meio ambiente, mas para poder realizar obras que o Brasil precisa”, disse Dilma, que também defendeu as chamadas Parcerias Público Privadas (PPPs) e afirmou a necessidade de “diálogo” em caso de conflitos indígenas em execução de obras, por exemplo. “Tem de se respeitar a existência dessas populações tradicionais”, disse.

 

Ao comentar a avaliação feita pelos jornalistas de que nos últimos anos houve um aumento nos casos de corrupção no país, Dilma se disse a favor da autonomia da Polícia Federal e o respeito do governo ao Ministério Público Federal (MPF) para realizar investigações.

 

Nas palavras da presidente, “acabou o engavetamento”, em referência ao que seria a atuação do chefe da Procuradoria-Geral da República na gestão anterior à petista, de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), de “engavetador-geral”. “No passado não aparecia tanto [a corrupção] porque não se investigava”, disse a presidente, que destacou o status de ministério da Controladoria-Geral da União (CGU), com “um nível de apoio e de força do governo total”.

 

Novo ciclo

A presidente disse ainda que o Brasil está atualmente em “uma política reativa” à crise financeira internacional dos últimos anos. “Eu acredito que estamos construindo a retomada, um novo ciclo de desenvolvimento”, disse a presidente, acrescentando que “ninguém dita retomada” da economia. “Ela depende de situações estruturais do mundo”, completou.

Dilma citou a estabilidade macroeconômica do país e afirmou que a inflação está dentro da banda “há muitos anos”. “O Brasil ganhou inclusão social e estabilidade macroeconômica”, disse, defendendo “medidas que vão aumentar a produtividade”, como investimentos em infraestrutura.

 

“Temos de continuar investindo, investindo e investindo em infraestrutura”, completou, citando áreas como telecomunicações e energia.

 

(Fonte: Valor)

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