Cuiabá não consegue lançar licitação e prorroga contrato

08 de Novembro de 2017

Sem conseguir lançar o novo edital para licitação de coleta de lixo em Cuiabá, a prefeitura prorrogou contrato com a empresa Locar. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do município e também pela empresa. A perspectiva era de que até no mês passado o edital fosse lançado, mas, segundo o município, ainda não há definição de prazo.

A empresa Locar confirmou que inicialmente o contrato venceria neste mês, mas uma nova prorrogação foi feita dando mais seis meses para a operação dos serviços em Cuiabá. O valor mensal do contrato segundo a Locar supera R$ 1,7 milhão. Desde o dia 08 de julho a empresa realiza a coleta na Capital. A Locar assumiu após a Ecopav, empresa que operava desde 2012, reincidir o contrato com município. A empresa pedia um realinhamento financeiro e a prefeitura apresentou uma proposta que não foi aceita pela Ecopav. “A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informou que o contrato com a Locar Gestão de Resíduos será prorrogado até que termine o processo licitatório, que se encontra em andamento. Ainda não há definição de prazo. O contrato terá alguma diferença do praticado atualmente”, confirmou a assessoria do município.

O prazo para o lançamento do novo edital de coleta na Capital foi anunciado ainda no primeiro semestre deste ano, quando confirmada rescisão com a Ecopav. A proposta da Secretaria de Serviços Urbanos é que a empresa que assumir, além das habituais coletas, deve instalar lixeiras subterrâneas (até 160 por ano) e implantar a coleta seletiva em Cuiabá. A projeção é que seja pago de R$ 145 a R$ 160 a cada tonelada. Hoje Cuiabá produz em média 580 toneladas ao dia e 15 mil ao mês.

O novo contrato deve custar aproximadamente R$ 30 milhões por ano para o município. Em relação às lixeiras subterrâneas, a estimativa de preço varia de R$ 100 mil a R$ 130 mil a unidade. Será realizada uma prospecção dos pontos em que essas lixeiras serão mais úteis. Com este modelo o lixo é lançado em um contêiner que fica no subsolo e num determinado momento um sistema aciona a empresa responsável pela coleta. Problemas como lixo espalhado pelas ruas, sacolas de dejetos rasgadas, entre outros, serão evitados. Além disso, a cidade deve contar com um programa de educação ambiental.

Fonte: Folha Max

 

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