Com corte de R$ 1,5 milhão, licitações de obras no Anhanduí são retomadas

23 de Maio de 2017

A Prefeitura de Campo Grande retomou o processo licitatório, com abertura de propostas no dia 23 de junho, para a execução das obras de recomposição das margens do Rio Anhanduí, na região do Anhanduizinho.

O investimento é de R$ 56,2 milhões, conforme prevêem os editais, três no total, publicados no Diário Oficial do município, nesta terça-feira, 23, pela Secretaria Municipal de Infraestrutura.

Previstas em fevereiro para começar no mês de junho, as obras, que visam o controle de enchentes, tiveram o processo de licitação suspenso no início deste mês sob a justificativa de que foi identificado inconsistência no custo da pedra britada na planilha de preços.

No editais publicados no início do ano a previsão de investimento era de R$ 57,7 milhões. Ou seja, as revisões resultaram em redução de R$ 1,5 milhão.

Os três processos licitatórios serão abertos no dia 26 de junho na Dicom (Diretoria-Geral de Compras) da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, 3.297. Pelos editais publicados nesta terça-feira, a abertura dos envelopes vai começar pelo trecho das obras de manejo de águas pluviais na Avenida Ernesto Geisel, entre a Rua Santa Adélia e Rua da Abolição, às 8 horas, com investimento de R$ 15,1 milhões.

Depois, às 10 horas, será a vez da abertura dos envelopes para as obras na Avenida Ernesto Geisel, entre as ruas Abolição e Bom Sucesso. Esse trecho será o mais caro: R$ 25,1 milhões. Por último, às 14 horas, serão abertos os envelopes para a execução das obras no trecho da Ernesto Geisel, entre as rua Bom Sucesso e Aquário, que terão investimento de R$ 15,7 milhões.

De acordo com a prefeitura, serão executadas obras de drenagem, recomposição da inclinação da superfície lateral do rio e do muro que da suporte ao sistema de canalização, além do recapeamento da avenida.

A proposta de revitalização do Anhanduí é de 2011, como parte de um conjunto de ações para controle de enchentes nos bairros Marcos Roberto, Jockey Clube, Jardim Paulista e Vila Progresso. Lançadas em 2012, as obras foram suspensas na gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad, que refez o projeto e não levou adiante a nova licitação. Em 2014, já na gestão do ex-prefeito Alcides Bernal, também fracassou a segunda tentativa de licitação.

O projeto também prevê construção de muros laterais com placas de concreto e sistema gabião, que permitirão a drenagem e a urbanização com grama no trecho entre a rua Santa Adélia e a avenida Manoel da Costa Lima. Já foram investidos R$ 26 milhões em rede de drenagem e intervenções em afluentes do rio, os córregos Cabaça e o Areias, que desaguam no Rio Anhandui.

Fonte: Campo Grande News

 

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