Câmara prevê custo de R$ 3,5 milhões com ampliação de prédio em Ribeirão

Atual estrutura demanda melhorias, afirma o presidente Walter Gomes.

 

Obra deve começar em outubro; novo anexo pode ficar pronto em fevereiro.

 

O presidente da Câmara, Walter Gomes (PR), prevê que o Legislativo gaste em torno de R$ 3,5 milhões para ampliar e reformar a sua sede em Ribeirão Preto (SP) a partir deste ano. A confirmação foi dada pelo vereador nesta quinta-feira (7) depois que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) manteve uma emenda que regulamenta a atuação de 27 parlamentares a partir de 2017, ao suspender uma decisão de 2012 que reduziu o número de cadeiras para os atuais 22 cargos.

 

De acordo com o vereador, além de o possível aumento de cadeiras – que a Casa ainda tenta reverter na Justiça – exigir mais salas, o prédio em funcionamento há 23 anos demanda melhorias hidráulicas, elétricas e de segurança. Ele também argumenta que atualmente não há locais suficientes e adequados para os expedientes de todas as comissões da Câmara.

 

Com as obras, a Câmara deve passar a contar com dois novos prédios anexos, um com 28 gabinetes padronizados e outro para uso da TV Câmara, além de maior área de estacionamento. A reforma no atual prédio do Legislativo deve proporcionar a criação de uma “Escola do Parlamento” e uma biblioteca.

 

Os recursos para bancar a ampliação e a reforma são provenientes da Câmara, afirma Gomes. ”Está dentro do nosso orçamento. Fizemos essa economia para que possamos fazer esse investimento”, disse.

 

O projeto final deve ser entregue no dia 15 deste mês e o edital de licitação para contratação da empresa será publicado na sequência. A previsão é de que a obra comece em meados de outubro e que ao menos um dos novos prédios seja concluído em fevereiro.

 

A reforma da atual estrutura, segundo Gomes, somente será realizada depois que os vereadores passarem a contar com as novas salas. “A previsão é que na volta do recesso de 1º de fevereiro já esteja contemplada essa obra do anexo. Aí passaremos a fazer a reforma, para fazê-la os vereadores têm que sair, desocupar as salas.”

 

Mesmo que a decisão que determinou 27 vereadores para Ribeirão Preto seja revista, Gomes alega que a ampliação das dependências é necessária. “Não adianta fazer uma obra pensando em cinco, dez anos. Temos uma pesquisa que mostra que daqui mais ou menos seis, sete anos, teremos 800 mil habitantes. Se realmente tivermos, possivelmente haverá 33 vereadores”, justifica, amparando-se em legislação que estabelece a proporção de parlamentares por número populacional.

(Fonte: g1)

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