Ausência de interessados em licitação atrasou obras na Antártica, diz Marinha

Previsão inicial era de que a reinauguração fosse realizada em 2015, entretanto, a data foi adiada para 2016.

 

O atraso na reconstrução da Estação Comandante Ferraz, localizada no continente Antártico, ocorreu pela ausência de interessados na licitação. A explicação é do representante da Marinha que compareceu nesta terça-feira (8) em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

 

Na madrugada de 25 de fevereiro de 2012, um incêndio destruiu cerca de 70% da instalação física da Estação Comandante Ferraz. Duas pessoas morreram na tentativa de conter o fogo gerado na casa das máquinas.

 

O coordenador do Programa Antártico Brasileiro da Marinha (Proantar), contra-almirante Marcos Silva Rodrigues, citou outros motivos que motivaram a suspensão da licitação, iniciada em 2013.

 

“Estamos buscando todos aqueles possíveis concorrentes futuros e perguntando por que eles não compareceram. Eles apresentaram ampliações que levaram a isso: preço global – porque acharam que há necessidade de aumentar o preço; a questão cambial; e algumas questões logísticas. Então, de posse dessas observações, nós estamos trabalhando para readequar e apresentar uma licitação internacional”, disse Rodrigues.

 

Ajustes
Por causa desses questionamentos, o projeto sofreu ajustes. Outras decisões foram tomadas após a suspensão da licitação, como o aumento da estação de 2,8 mil m² para 4,5 mil m². Além disso, o custo da obra dobrou: passou de R$ 72 milhões para R$ 148 milhões.

 

Também foram acrescidos 14 laboratórios externos e 5 laboratórios internos com capacidade para alojar 64 cientistas. Entre outras adaptações, destaca-se a utilização de fontes alternativas de geração de energia e uma infraestrutura mais eficiente de segurança e combate a incêndio.

 

Pesquisas científicas
Para o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), as pesquisas realizadas na Estação Comandante Ferraz são de interesse do Brasil e do mundo. “O Brasil e muitos países do planeta estão sempre preocupados com as questões da biodiversidade, aquecimento global, funcionamento das estações do ano, as suas intercorrências na linha do tempo para manutenção da vida e preservação dos nossos recursos naturais”, afirmou.

 

Duarte Nogueira ressaltou que a reconstrução da estação é importante para dar prosseguimento às pesquisas que o Brasil desenvolve na Antártica desde o início da década de 80. A reinauguração da Estação Comandante Ferraz está prevista para março de 2016.

 

A audiência desta terça-feira foi proposta pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR).

 

(Fonte: Camara)

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